Desde que cheguei aqui tenho vivido um problema diario: meu computador. Nao tem jeito. Cada semana e um problema novo. Primeiro e o harware. Depois e a placa mae. So sei que nos ultimos 20 dias nao usei o meu laptop. Em compensacao fiz varios amigos indianos na lanhouse. Mentira. Nao fiz amigo nenhum ate porque eles nao falam muito com mulher...se falam, e para dar em cima. Entao, e melhor que o dialogo seja estritatemente: `Eu: I would like to use the internet, please. /Indiano: You can go to computer number 8 (sempre me coloca no computador 8/Eu: Cheers man.`
Nao tem jeito. Vou ter que comprar um computador novo. Ai mora outro problema. Sempre quis ter um mac mas ele e caro e tal. Mas e um mac. E tem as outras varias marcas...toshiba, aplicant, vaio....que sao mais baratas. Mas nao e um Mac. Mac e Mac. Quem usa, nao troca por nada. Mac e mais do que computador. E estilo de vida. E luxo mesmo. Voce compra um estilo. Pode achar que e conversa de moderno mas nao e. Nas lojas da Apple tem FILA para brincar com o novo IPhone...que so vai ser lancado daqui quase 2 meses. E isso nao e a toa.
Dai eu comecei a pensar na vida...sera que temos as coisas que sao `Mac` e `os outros`. Sera que tem aquele cara que e um Mac e voce nao consegue esquece-lo por nada nessa vida e todos aqueles outros que sao `o resto`? E quanto aos amigos? Sera que poderiamos dizer....`ah, fulano 'e um Mac para mim!`
Ou sera que as coisas dependem de como a gente ve? Sera que a gente que escolhe quem e Mac e quem e o resto? ou sera que isso ja e pre-definido? Ou, ainda, (so para aumentar um pouquinho a confusao) tem aquelas pessoas que eram Macs mas, que de repente, por ciume, tpm, crise de identidade, gases..sei la..resolve virar um `outro`.
Mas tem outra coisa que tambem e importante levar em conta. Sera que preciso mesmo de um Mac? porque eu nao sou uma pessoa qeu suuuuuuuuuuuuper entende de computador, que suuuuuuuuuuuuuuuper mexe com varios programas ao mesmo tempo e que ate precisa de dois monitores..nao..para mim, o importante e ter um bom editor de textos, rapido acesso a internet, fotos, videos e basicamente e isso...Entao sera mesmo que eu preciso gastar uma fortuna comprando um Mac? Sera que para mim, vai ser util?
E novamente penso na vida. Tem certos luxos que nao sei porque a gente mantem. Sair para comer BEM pelo menos uma vez por mes, vicio por sapatos e livros, nao conseguir passar pela Acessorize e nao comprar nada..manter relacionamentos, que nem-deus-sabe-porque, mantemos. Todo mundo tem um amigo que sempre da mancada. Que so aparece quando ele quer. E se voce nao tem..das duas uma, ou ja cortou o relacionamento ou , sem duvida, esse `amigo` esta por vir. Sera que nao tem certas coisas que a gente as encara como se elas fossem Mac mas elas sao `o resto`?
Ou sera que realmente precisamos daquele Mac? Sei que tem alguns luxos que sao importantes para a gente se sentir um pouco mais vivo, sentir que ainda `da conta`..ainda mais em situacoes extremas, mudancas e tal...Bom, mas sera que certos outros luxos, apesar de serem deliciosos nao nos deixam mais ligados a situacoes passadas e, que, como o proprio nome disse `sao passadas`?
Nao e facil cortar raizes. Nao e facil. Virar o rosto e falar `nao me importo`. Ou ainda, gostaria de nao me importar. E como se cada vez que reavaliamos relacionamentos arrancassemos juntos pedacos nosso que ainda nao sabemos se sao Macs ou `o resto`.
Eu ainda nao descobri. A cada dia que passa vejo que muitos Macs so sao o que sao por causa da importancia que eu dou para eles. E que nao tem passado de `resto` ha muito tempo. So depende da forma como eu olho. E, principalmente, da forma como eu quero retirar sua importancia dentro de mim.
Na vida acho que ja fiz minha escolha. So nao escolhi o computador ainda.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Uma historia
De longe ela viu que ele ja estava comendo com outros dois colegas de trabalho. Entristeceu-se tinha certeza que depois do fim de semana, ele nao iria mais esconder nada. Nao se abateu. Levantou a cabeca, supirou novamente e reencaixou seu pe de uma forma um pouco mais confortavel naquele salto 8 centimetros, encolheu a barriga e foi ate a mesa deles. A vulgaridade com que falava exalava pelo ar. Mas nao se importava. So queria um pouco de atencao. Como ninguem cedeu um lugar para ela, muito menos a convidou para sentar, resolveu sentar na mesa ao lado. Nao se dando por vencida ficou naquele patetico dialogo entre-mesas.
Deve ter sido o sol. Mas ela percebeu que a situacao era constrangedora..uma mesa, com tres rapazes e uma cadeira sobrando. Na mesa ao lado, ela, sozinha, e tentando manter uma prosaica conversa enquanto eles insistiam no rugby. Olhou por aquela imensa janela do setimo andar. Viu o Tamisa. Aquele sol enganador que, para quem esta de fora, acha que nao precisa de leva blusa. Imaginou que os raios do sol, so tinham a cor do verao, mas, na verdade, eles eram gelados. Ela tinha que sair dali. Aquele andar era muito pequeno para ela. Aquela empresa era muito pequena para ela. Aquele `relacionamento` era muito pequeno para ela.
Foi almocar, dessa vez no que ela considerava sozinha, do outro lado do restaurante. Tentou esquecer que ele mal a havia cumprimentado. Tentou suprir aquela a fome de carinho com um chocolate. Tinha do de sim mesma. Seu pe estava inchado. Nao suportava aquele sapato mas ele tinha dito que `ficava muito bem de vermelho`. O queria dizer com ` ficava muito bem`? `Bonita`? `Gostosa`? Bem. `Que adjetivo mais imbecil!` `Deveria ser proibido usar nesse sentido!` Sentiu uma raiva de si mesma.
Lembrou-se das desculpas que inventou para suas amigas para nao sair no sabado a noite. Foi sentindo-se pequena. Era como se cada vez que ela dizesse sim, sentia-se um pouco mais humilhada. Era uma humilhacao que chegava a doer na pele. Tipo quando a gente bate o braco em algum lugar. Nao tinha jeito. Sempre sentia-se humilhada em relacionamentos. Queria dizer `nao`. Queria nada. Queria dizer sim. So nao queria quer fosse tao doloroso.
Nao queria ser observada. Queria poder ficar sentada na sua salinha o dia todo. Queria nao ver ninguem. Mas sentia fome. Muita fome. `Devo estar ansiosa`, pensou. A impressao que tinha era que todo mundo a observava, logo quando ela mais queria estar invisivel.
Nem chorar adiantava mais. Nao que algum dia tivesse adiantado. Mas, parece, que teve um tempo que o choro renovava alguma coisa por dentro. Dava um ar de esperanca, no fim de tudo. Mas, naquele almoco, sentiu que a ferida estava muito profunda para o choro consolar.
Mais uma vez prometeu-se que nao iria ceder. Naquele segundo, toda sua angustia juntou-se em um unico sentimento. Nao queria mais se sentir tao humilhada. Nao queria mais chorar sozinha depois que ele fosse embora. Nao queria mais chorar depois de saber as novidades da vida dele em que nao estava incluida.
Nao queria mais ser forte. Queria ser fraca. Queria ser carregada. Queria colo. So nao queria ter que pedir por isso.
Deve ter sido o sol. Mas ela percebeu que a situacao era constrangedora..uma mesa, com tres rapazes e uma cadeira sobrando. Na mesa ao lado, ela, sozinha, e tentando manter uma prosaica conversa enquanto eles insistiam no rugby. Olhou por aquela imensa janela do setimo andar. Viu o Tamisa. Aquele sol enganador que, para quem esta de fora, acha que nao precisa de leva blusa. Imaginou que os raios do sol, so tinham a cor do verao, mas, na verdade, eles eram gelados. Ela tinha que sair dali. Aquele andar era muito pequeno para ela. Aquela empresa era muito pequena para ela. Aquele `relacionamento` era muito pequeno para ela.
Foi almocar, dessa vez no que ela considerava sozinha, do outro lado do restaurante. Tentou esquecer que ele mal a havia cumprimentado. Tentou suprir aquela a fome de carinho com um chocolate. Tinha do de sim mesma. Seu pe estava inchado. Nao suportava aquele sapato mas ele tinha dito que `ficava muito bem de vermelho`. O queria dizer com ` ficava muito bem`? `Bonita`? `Gostosa`? Bem. `Que adjetivo mais imbecil!` `Deveria ser proibido usar nesse sentido!` Sentiu uma raiva de si mesma.
Lembrou-se das desculpas que inventou para suas amigas para nao sair no sabado a noite. Foi sentindo-se pequena. Era como se cada vez que ela dizesse sim, sentia-se um pouco mais humilhada. Era uma humilhacao que chegava a doer na pele. Tipo quando a gente bate o braco em algum lugar. Nao tinha jeito. Sempre sentia-se humilhada em relacionamentos. Queria dizer `nao`. Queria nada. Queria dizer sim. So nao queria quer fosse tao doloroso.
Nao queria ser observada. Queria poder ficar sentada na sua salinha o dia todo. Queria nao ver ninguem. Mas sentia fome. Muita fome. `Devo estar ansiosa`, pensou. A impressao que tinha era que todo mundo a observava, logo quando ela mais queria estar invisivel.
Nem chorar adiantava mais. Nao que algum dia tivesse adiantado. Mas, parece, que teve um tempo que o choro renovava alguma coisa por dentro. Dava um ar de esperanca, no fim de tudo. Mas, naquele almoco, sentiu que a ferida estava muito profunda para o choro consolar.
Mais uma vez prometeu-se que nao iria ceder. Naquele segundo, toda sua angustia juntou-se em um unico sentimento. Nao queria mais se sentir tao humilhada. Nao queria mais chorar sozinha depois que ele fosse embora. Nao queria mais chorar depois de saber as novidades da vida dele em que nao estava incluida.
Nao queria mais ser forte. Queria ser fraca. Queria ser carregada. Queria colo. So nao queria ter que pedir por isso.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Ainda bem que já passou
Nossa que ansiedade! Não sei porque, como, quando começou..mas não estou me aguentando..não sei nem se vou conseguir terminar esse post porque estou tão ansiosa e tão sem paciência que meus dedos estão mais rápidos do que a tecla do computador....minha perna não pára de balançar, os pensamentos não param de vir na minha cabeça...não consego terminar um pensamento e começar outro é como se eles viessem, sem começo nem fim..só em pedaços...estralo os dedos...como eu queria estar comendo chocolate para ver se aliviava..mas promessa é promessa...sempre que fico nesse estado procuro, numa falsa calma tentar compreender o motivo que faz parecer que meu estômago está fervendo, às palavras faltam à minha mente, me arrependo absuuuurdo de coisas que eu disse...e, o pior de coisas que eu deveria ter dito...sempre que escrevo e começo a errar muito é mais um dos sinais da minha ansidade.
Penso no show do rakim, numa festa que vai ter a maior batalha de b-boys e mcs aqui em Londres amanhã, penso no trabalho de ontem, que não trabalhei hoje, na galeria de arte, naquele monte de estrangeiros impressionados com o Phaternom em Londres (pois é, um museu só com coisas que os ingleses roubaram do mundo todo...bem vindo ao British Museum...tem um livro de mil seissentos e pouco com o título "Brazil and the Brazilians", mataria um guardinha para ter acesso àquele conteúdo).
Penso em todos os frilas que sugeri e até agora não tive resposta...será que vai ser sempre assim..será que na minha vida eu vou estar sempre na hora errada???? Parece que sou tão ansiosa, mas tão ansiosa para que as coisas acontecem que elas acontecem e eu simplesmente não percebo...parece que elas perdem o valor para mim..eu fico esperando sempre alguma outra coisa acontecer...minha alma não está satisfeita nunca e isso está me deixando louca..
tenho tantas idéias, de tantas coisas inviáveis que na minha mente elas são completamente possíveis...uma coisa que me irrita aqui em Londres, é que as mulheres deixam a unha do pé ficar grande...igual a unha da mão!!! É para combinar!!! Vê se pode uma coisa dessas!!!!
O pior é que eu nem quero ler o que escrevi porque sei que vai estar um lixo..pq não tá fazendo muito sentido..está meio no ritmo dos meus pensamentos..e pensamento não tem estilo...eles só vem e vão...eu queria que a vida aqui começasse a acontecer de verdade...daí eu fico querendo, querendo, querendo..e não vivo!!! Caralho, dá para eu ser mais normal???? Sei que vou me arrepender de um monte de coisas que estão escritas aqui, porque estou sendo muito sincera, estou me deixando ser lida com letra maiúscula e onde fica a sedução da coisa??? Tô deixando tudo muito fácil....(preciso confessar..odeio a palavra 'fácil'...pq quando vc fala, parece que ela termina com 'o'..tipo 'fácio'...e eu sempre escrevo, de primeira, errado..mas ainda bem que me resta um bom senso e logo faço a correção).
Desculpa, mas eu adoro fofocar. Fiquei pensando em umas fofocas que andaram me contando...mas sabe o que eu mais gosto em fofoca? É que geralmente a informação que chega aos seus ouvidos não são verdade..então vc pode inventar o que quiser daqui para frente que também não precisa ser verdade...não é fantástica essa lógica??? adoro dar mais emoção para as histórias....
eu bem que falaria algumas das fofocas que me contaram, e o melhor, o que imaginei depois..ahahahah..mas as pessoas que me contaram as fofocas definitivamente cortariam as relações...e se eu mudar os nomes??? acho que se eu mudar os nomes dos personagens não tem problema..ah, posso mudar um pouco a história também...aí não vai ser uma fofoca 'de verdade' porque eu vou ter inventado algumas coisinhas novas...
então, eu tenho um amigo que vive reclamando que só pega bagulho e que ninguém nunca queria nada sério com ele...toda vez que a gente conversa ele reclama a mesma coisa...daí ele começou a ficar com uma menina. De família, faz compra na C&A, compra pipoca na fila do Cinemark da pré-estréia do homem aranha, trabalha em telemarketing ("Passivo!". Ela deixou isso bem claro uma vez, em uma festa..afinal, ela não teria saco para ligar para as pessoas vendendo os produtos, são as pessoas que ligam para ela reclamando dos produtos)...uma beleza..só vendo!!! Sabe o que ele veio reclamar comigo agora??? que ela é muito grudenta!!! Vê se pode uma coisa dessas!!! Na boa, fica em casa com pena de si mesmo então!!!!
Sabe que comecei a me acalmar? consegui até dar um espaço entre um parágrafo e outro...mas de repente começo a pensar nas minhas amiguinhas koreanas e chinesas (pq para quem não sabe, eu mudei o nome da minha faculdade de London College of Fashion para Asian College of Fahion...acho que a mudança no nome é auto-explicativa).
Imagina elas, que cresceram no meio daquela plantação de arroz. Chovendo todo dia. Nossa até pensei numa coisa..na Ásia, as temporadas de moda não deviam ser primavera-verão e outono-inverno...deveriam ser temporada com chuva e temporada sem chuva.
Não é para ser piada.
Enfim, voltando à história das plantadoras de arroz. Uma delas, venceu bravamente toda a sua timidez e introspecção e pela primeira vez em quase 6 semanas sendo minha vizinha bateu na minha porta. Claro que eu pensei que a china tinha tido um ataque. Mas quem teve um ataque foi o computador dela.
Fui lá, arrumei o problema...(obviamente que não era nada complexo, porque meus conhecimentos informáticos estão bem distantes da palavra complexo). Menina, mas num é que a china ficou tão feliz...ela queria me abraçar para me agradecer e falava que estava tentando haviam 3 dias se registrar no provedor mas que não conseguia...mais uma vez ela tentou me abraçar...eu sentia que ela queria pular, gritar espernear mandar a porra do keysurf (nosso provedor) tomar no cu, pq aquela merda não funcionava...ela queria ser mais violenta, queria demonstrar paixão, queria muito ficar ansiosa com aqueles problemas da internet, queria ligar e reclamar, xingar a telemarketing (telemarketing PASSIVA, claro) mas a sua cultura e sua criação pesou mais. Ela segurou na minha mão, abaixou a cabeça e só falou obrigada.
Penso no show do rakim, numa festa que vai ter a maior batalha de b-boys e mcs aqui em Londres amanhã, penso no trabalho de ontem, que não trabalhei hoje, na galeria de arte, naquele monte de estrangeiros impressionados com o Phaternom em Londres (pois é, um museu só com coisas que os ingleses roubaram do mundo todo...bem vindo ao British Museum...tem um livro de mil seissentos e pouco com o título "Brazil and the Brazilians", mataria um guardinha para ter acesso àquele conteúdo).
Penso em todos os frilas que sugeri e até agora não tive resposta...será que vai ser sempre assim..será que na minha vida eu vou estar sempre na hora errada???? Parece que sou tão ansiosa, mas tão ansiosa para que as coisas acontecem que elas acontecem e eu simplesmente não percebo...parece que elas perdem o valor para mim..eu fico esperando sempre alguma outra coisa acontecer...minha alma não está satisfeita nunca e isso está me deixando louca..
tenho tantas idéias, de tantas coisas inviáveis que na minha mente elas são completamente possíveis...uma coisa que me irrita aqui em Londres, é que as mulheres deixam a unha do pé ficar grande...igual a unha da mão!!! É para combinar!!! Vê se pode uma coisa dessas!!!!
O pior é que eu nem quero ler o que escrevi porque sei que vai estar um lixo..pq não tá fazendo muito sentido..está meio no ritmo dos meus pensamentos..e pensamento não tem estilo...eles só vem e vão...eu queria que a vida aqui começasse a acontecer de verdade...daí eu fico querendo, querendo, querendo..e não vivo!!! Caralho, dá para eu ser mais normal???? Sei que vou me arrepender de um monte de coisas que estão escritas aqui, porque estou sendo muito sincera, estou me deixando ser lida com letra maiúscula e onde fica a sedução da coisa??? Tô deixando tudo muito fácil....(preciso confessar..odeio a palavra 'fácil'...pq quando vc fala, parece que ela termina com 'o'..tipo 'fácio'...e eu sempre escrevo, de primeira, errado..mas ainda bem que me resta um bom senso e logo faço a correção).
Desculpa, mas eu adoro fofocar. Fiquei pensando em umas fofocas que andaram me contando...mas sabe o que eu mais gosto em fofoca? É que geralmente a informação que chega aos seus ouvidos não são verdade..então vc pode inventar o que quiser daqui para frente que também não precisa ser verdade...não é fantástica essa lógica??? adoro dar mais emoção para as histórias....
eu bem que falaria algumas das fofocas que me contaram, e o melhor, o que imaginei depois..ahahahah..mas as pessoas que me contaram as fofocas definitivamente cortariam as relações...e se eu mudar os nomes??? acho que se eu mudar os nomes dos personagens não tem problema..ah, posso mudar um pouco a história também...aí não vai ser uma fofoca 'de verdade' porque eu vou ter inventado algumas coisinhas novas...
então, eu tenho um amigo que vive reclamando que só pega bagulho e que ninguém nunca queria nada sério com ele...toda vez que a gente conversa ele reclama a mesma coisa...daí ele começou a ficar com uma menina. De família, faz compra na C&A, compra pipoca na fila do Cinemark da pré-estréia do homem aranha, trabalha em telemarketing ("Passivo!". Ela deixou isso bem claro uma vez, em uma festa..afinal, ela não teria saco para ligar para as pessoas vendendo os produtos, são as pessoas que ligam para ela reclamando dos produtos)...uma beleza..só vendo!!! Sabe o que ele veio reclamar comigo agora??? que ela é muito grudenta!!! Vê se pode uma coisa dessas!!! Na boa, fica em casa com pena de si mesmo então!!!!
Sabe que comecei a me acalmar? consegui até dar um espaço entre um parágrafo e outro...mas de repente começo a pensar nas minhas amiguinhas koreanas e chinesas (pq para quem não sabe, eu mudei o nome da minha faculdade de London College of Fashion para Asian College of Fahion...acho que a mudança no nome é auto-explicativa).
Imagina elas, que cresceram no meio daquela plantação de arroz. Chovendo todo dia. Nossa até pensei numa coisa..na Ásia, as temporadas de moda não deviam ser primavera-verão e outono-inverno...deveriam ser temporada com chuva e temporada sem chuva.
Não é para ser piada.
Enfim, voltando à história das plantadoras de arroz. Uma delas, venceu bravamente toda a sua timidez e introspecção e pela primeira vez em quase 6 semanas sendo minha vizinha bateu na minha porta. Claro que eu pensei que a china tinha tido um ataque. Mas quem teve um ataque foi o computador dela.
Fui lá, arrumei o problema...(obviamente que não era nada complexo, porque meus conhecimentos informáticos estão bem distantes da palavra complexo). Menina, mas num é que a china ficou tão feliz...ela queria me abraçar para me agradecer e falava que estava tentando haviam 3 dias se registrar no provedor mas que não conseguia...mais uma vez ela tentou me abraçar...eu sentia que ela queria pular, gritar espernear mandar a porra do keysurf (nosso provedor) tomar no cu, pq aquela merda não funcionava...ela queria ser mais violenta, queria demonstrar paixão, queria muito ficar ansiosa com aqueles problemas da internet, queria ligar e reclamar, xingar a telemarketing (telemarketing PASSIVA, claro) mas a sua cultura e sua criação pesou mais. Ela segurou na minha mão, abaixou a cabeça e só falou obrigada.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
para abrir uma conta
"Ma, a primeira coisa que você faz quando chegar aqui é abrir uma conta de banco", já me avisou uma outra Ma, muito antes da minha chegada.
A lógica é simples: sem conta no banco não se compra celular; sem celular não tem como deixar um telefone de contato para emprego ou algum gatinho; sem emprego ou sem gatinho (ou sem as duas coisas), a vida fica um pouco mais pesada de ser vivida.
Do lado da minha casa tem um NatWest -vulgo 'Bradesco de Londres' - , tem em todo lugar e as filas ultrapassam os limites dos últimos caixas eletrônicos, do último corredor, já quase no meio da rua.
Quero só fazer um parênteses aqui. A merda de chegar em lugar que vc não conhece é que você se vê obrigado a "ouvir conselhos". Putaquepariu!!!! Vou fazer uma placa de um conhecido ditado popular brasileiro que se refere à esse tema e colocar na porta de entrada da minha casa. Puta merda!!! Enfim, como estava na minha primeira semana, ouvi o conselho de que o "NatWest era um ótimo banco!"
1ª tentantiva: Primeiro que eu tive que marcar uma "appointment" para falar com o gerente. Onde já se viu isso!!!! Eles que deveriam estar marcando "appointment" para falar comigo...ou estou enganada que as taxas para transferência internacional de dinheiro são as mais altas de um banco? Enfim, marquei a tal "appointment", uma semana depois da primeira vez que tinha ido ao banco. O gerente me disse que eu não poderia abrir uma conta regular (leia-se gratuita) e a única conta que poderia abrir era uma que tem a taxa de £10 (r$40 REAIS) mensais de manutenção. Não preciso nem dizer que minha resposta foi não.
2ª tentativa: Me falaram que o problema era aquela agência e que eu deveria tentar outro NatWest. Lá fui eu....e essa foi a melhor de todas. O gerente me disse "por motivo se segurança e devido a à instabilidade econômica do meu país, não poderiam abrir uma conta".
Por MOTIVO DE SEGURANÇA? olhei bem para cara daquele pobre indiano que falava com um sotaque dos squads (prédios ocupados por sem teto em Londres). Vi aquela camisa surrada, a unha toda suja, o suor escorrendo pela testa que ele escondia por trás de um nariz empinado e de palavras mal usadas. Quem era aquele fulano que quis dizer que eu era um perigo para o banco?
Naquele momento passou pela minha cabeça tudo o que já estudei sobre a Índia, tudo o que eu já estudei na vida, o quando sei de política externa, variação cambial e país emergente. Por um breve segundo toda a minha fúria se juntou e eu cheguei a ponto de falar para ele o que, de fato, era país em risco. Sentia minha mão suar, comecei a gaguejar e os pensamentos ficaram cada vez mais violentos na minha cabeça. Saí chorando do banco. Chovia muito lá fora.
3ª tentativa: Até agora o melhor banco que eu fui é o Barclays. Além deles patrocinarem várias coisas legais de moda e música, eles não cobram taxa para fazer transferência bancária. Ou seja, posso sacar quanto e quando eu quiser e nunca me cobram nada. O Barclays mais próximo de casa fica um pouco longe, mas mesmo assim, saí correndo da faculdade (ah, só para lembrar, aqui eles só abrem conta no banco até 2 da tarde), peguei dois ônibus lotados, corri, corri, corri...quando cheguei no banco o atendente, também indiano, nem me deixou passar da porta.
Para abrir conta, só com comprovante de residência. E por mais que eu explicasse que não tenho comprovante de residência porque moro numa acomodação estudantil com outros 240 estudantes do mundo todo, o indiano ficou por alguns instantes em silêncio. Olhou profundamente para mim e depois de muito pensar disse:"Porque você não pede para o resposável pela sua acomodação colocar uma conta de gás ou de luz no seu nome só para você abrir uma conta no banco?"
Imagine se os 240 estudantes que moram na minha residência são orientados com tamanho brilhantismo de pensamento. Seriam necessárias 240 contas!!!! Pelo menos dessa vez eu saí às gargalhadas do banco.
4ª tentativa: Na Universidade me disseram que um NatWest em Elephant and Castle (o bairro onde fica um dos campus da minha universidade) tinha uma agência que aceitava numa boa estudante internacional. Fui no tal 'banco'. Um corredorzinho de 10 metros de profundidade por 3 metros de largura onde ABSOLUTAMENTE TODAS as transações bancárias que vc faz todo mundo fica sabendo: se vc está com o saldo devedor, se não pagou alguma conta..tudo..tamanha falta de espaço!!!!
Depois de esperar 40 minutos para ser atendida, uma senhora, (coincidência ou não, também indiana) me atendeu. Ela conferiu a minha documentação e estava tudo certo. Na hora que foi fazer o meu cadastro reparou que Universidade havia escrito meu nome diferente da forma que estava escrito no passaporte. Ela não aceitou minha carta de recomendação da universidade. Era sexta feira, véspera de feriado. O último feriado do ano até o Natal.
5ª tentativa: Na terça feira, voltei novamente ao NatWest. E depois de muito esperar aquela mesma senhorinha indiana me atendeu. Dessa vez ela conferiu meus documentos (eu tinha pedido outra carta na universidade) e estava tudo certinho. Abri minha conta. Quando recebi o papel falando que minha conta estava aberta, saí para tomar uma cerveja. O copo numa mão e o boleto bancário na outra.
Uma semana depois fui em uma loja para finalmente comprar meu celular. Escolhi o modelo, o plano, tudo certo. Na hora de pagar....O funcionário disse me informou que seria necessário um relatório da minha movimentação bancária. Expliquei que tinha acabado de abrir a conta. Ele falou para ir até o banco e pedir um relatório desses.
Saí da loja contrariada mas, fazer o quê?
Fui ao banco. Fiquei sabendo que minha conta havia sido cancelada.
6ª tentativa: "Sua conta foi cancela", disse uma negra de cabelo alisado e que aparentava não passar perto de um chuveiro há pelo menos 15 dias. Ela tinha unhas postiças com desenhos de trovões rosa e azul. A 'manicure' tinha sido tão mal feita que dava para ver a cola entre a unha de mentira e a unha de verdade. A cabelo-seboso ficava insistentemente batendo aquelas unhas de plástico no computador só para me deixar mais irritada.
"Vou ver por que sua conta fechou", disse ela num tom de quem estava chupando limão. Dez minutos depois ela voltou e disse: "Sua documentação estava irregular. Não tínhamos a cópia do seu visto".
Eu disse que aquilo não era possível porque a atendente havia tirado cópia do meu passaporte e, inclusive, eu havia assinado a cópia.
Ela disse que se eu quisesse reabrir a conta teria que trazer novamente os documentos. Pedi as xerox dos meus documentos de volta.
Arrogantemente e batendo infernalmente aquelas unhas contra a mesa ela começou a gritar falando que não iria me devolver nada. Eu respondi que ela tinha perdido, por isso não iria me dar de volta.
A negona levantou da cadeira e começou a espernear. Dessa vez fui eu quem olhou profundamente e pensei: "Não é que ela conseguiu ficar ainda mais feia!"
Saí do banco. Novamente chorando.
7ª tentativa: Tinha um Barclays perto dali. Insisto nos mesmo bancos porque são os que tem as melhores taxas e as melhores vantagens. E, as regras que valem para uma agência nem sempre valem para outra.
A mocinha do atendimento me disse que só precisaria do passaporte para abrir a conta. Achei estranho e novamente expliquei minha situação, que estava em Londres havia apenas um mês, mas que eu iria ficar pelo menos dois anos. Impacientemente, ela ouviu toda a minha explicação e repediu a mesma frase, sem tirar nem pôr sequer uma palavra: "Você só precisa do seu passaporte!"
Fiquei uma hora e vinte minutos esperando na fila para o gerente me dizer que conta internacional de estudante só poderia ser aberta em outra agência, na London Bridge.
A lógica é simples: sem conta no banco não se compra celular; sem celular não tem como deixar um telefone de contato para emprego ou algum gatinho; sem emprego ou sem gatinho (ou sem as duas coisas), a vida fica um pouco mais pesada de ser vivida.
Do lado da minha casa tem um NatWest -vulgo 'Bradesco de Londres' - , tem em todo lugar e as filas ultrapassam os limites dos últimos caixas eletrônicos, do último corredor, já quase no meio da rua.
Quero só fazer um parênteses aqui. A merda de chegar em lugar que vc não conhece é que você se vê obrigado a "ouvir conselhos". Putaquepariu!!!! Vou fazer uma placa de um conhecido ditado popular brasileiro que se refere à esse tema e colocar na porta de entrada da minha casa. Puta merda!!! Enfim, como estava na minha primeira semana, ouvi o conselho de que o "NatWest era um ótimo banco!"
1ª tentantiva: Primeiro que eu tive que marcar uma "appointment" para falar com o gerente. Onde já se viu isso!!!! Eles que deveriam estar marcando "appointment" para falar comigo...ou estou enganada que as taxas para transferência internacional de dinheiro são as mais altas de um banco? Enfim, marquei a tal "appointment", uma semana depois da primeira vez que tinha ido ao banco. O gerente me disse que eu não poderia abrir uma conta regular (leia-se gratuita) e a única conta que poderia abrir era uma que tem a taxa de £10 (r$40 REAIS) mensais de manutenção. Não preciso nem dizer que minha resposta foi não.
2ª tentativa: Me falaram que o problema era aquela agência e que eu deveria tentar outro NatWest. Lá fui eu....e essa foi a melhor de todas. O gerente me disse "por motivo se segurança e devido a à instabilidade econômica do meu país, não poderiam abrir uma conta".
Por MOTIVO DE SEGURANÇA? olhei bem para cara daquele pobre indiano que falava com um sotaque dos squads (prédios ocupados por sem teto em Londres). Vi aquela camisa surrada, a unha toda suja, o suor escorrendo pela testa que ele escondia por trás de um nariz empinado e de palavras mal usadas. Quem era aquele fulano que quis dizer que eu era um perigo para o banco?
Naquele momento passou pela minha cabeça tudo o que já estudei sobre a Índia, tudo o que eu já estudei na vida, o quando sei de política externa, variação cambial e país emergente. Por um breve segundo toda a minha fúria se juntou e eu cheguei a ponto de falar para ele o que, de fato, era país em risco. Sentia minha mão suar, comecei a gaguejar e os pensamentos ficaram cada vez mais violentos na minha cabeça. Saí chorando do banco. Chovia muito lá fora.
3ª tentativa: Até agora o melhor banco que eu fui é o Barclays. Além deles patrocinarem várias coisas legais de moda e música, eles não cobram taxa para fazer transferência bancária. Ou seja, posso sacar quanto e quando eu quiser e nunca me cobram nada. O Barclays mais próximo de casa fica um pouco longe, mas mesmo assim, saí correndo da faculdade (ah, só para lembrar, aqui eles só abrem conta no banco até 2 da tarde), peguei dois ônibus lotados, corri, corri, corri...quando cheguei no banco o atendente, também indiano, nem me deixou passar da porta.
Para abrir conta, só com comprovante de residência. E por mais que eu explicasse que não tenho comprovante de residência porque moro numa acomodação estudantil com outros 240 estudantes do mundo todo, o indiano ficou por alguns instantes em silêncio. Olhou profundamente para mim e depois de muito pensar disse:"Porque você não pede para o resposável pela sua acomodação colocar uma conta de gás ou de luz no seu nome só para você abrir uma conta no banco?"
Imagine se os 240 estudantes que moram na minha residência são orientados com tamanho brilhantismo de pensamento. Seriam necessárias 240 contas!!!! Pelo menos dessa vez eu saí às gargalhadas do banco.
4ª tentativa: Na Universidade me disseram que um NatWest em Elephant and Castle (o bairro onde fica um dos campus da minha universidade) tinha uma agência que aceitava numa boa estudante internacional. Fui no tal 'banco'. Um corredorzinho de 10 metros de profundidade por 3 metros de largura onde ABSOLUTAMENTE TODAS as transações bancárias que vc faz todo mundo fica sabendo: se vc está com o saldo devedor, se não pagou alguma conta..tudo..tamanha falta de espaço!!!!
Depois de esperar 40 minutos para ser atendida, uma senhora, (coincidência ou não, também indiana) me atendeu. Ela conferiu a minha documentação e estava tudo certo. Na hora que foi fazer o meu cadastro reparou que Universidade havia escrito meu nome diferente da forma que estava escrito no passaporte. Ela não aceitou minha carta de recomendação da universidade. Era sexta feira, véspera de feriado. O último feriado do ano até o Natal.
5ª tentativa: Na terça feira, voltei novamente ao NatWest. E depois de muito esperar aquela mesma senhorinha indiana me atendeu. Dessa vez ela conferiu meus documentos (eu tinha pedido outra carta na universidade) e estava tudo certinho. Abri minha conta. Quando recebi o papel falando que minha conta estava aberta, saí para tomar uma cerveja. O copo numa mão e o boleto bancário na outra.
Uma semana depois fui em uma loja para finalmente comprar meu celular. Escolhi o modelo, o plano, tudo certo. Na hora de pagar....O funcionário disse me informou que seria necessário um relatório da minha movimentação bancária. Expliquei que tinha acabado de abrir a conta. Ele falou para ir até o banco e pedir um relatório desses.
Saí da loja contrariada mas, fazer o quê?
Fui ao banco. Fiquei sabendo que minha conta havia sido cancelada.
6ª tentativa: "Sua conta foi cancela", disse uma negra de cabelo alisado e que aparentava não passar perto de um chuveiro há pelo menos 15 dias. Ela tinha unhas postiças com desenhos de trovões rosa e azul. A 'manicure' tinha sido tão mal feita que dava para ver a cola entre a unha de mentira e a unha de verdade. A cabelo-seboso ficava insistentemente batendo aquelas unhas de plástico no computador só para me deixar mais irritada.
"Vou ver por que sua conta fechou", disse ela num tom de quem estava chupando limão. Dez minutos depois ela voltou e disse: "Sua documentação estava irregular. Não tínhamos a cópia do seu visto".
Eu disse que aquilo não era possível porque a atendente havia tirado cópia do meu passaporte e, inclusive, eu havia assinado a cópia.
Ela disse que se eu quisesse reabrir a conta teria que trazer novamente os documentos. Pedi as xerox dos meus documentos de volta.
Arrogantemente e batendo infernalmente aquelas unhas contra a mesa ela começou a gritar falando que não iria me devolver nada. Eu respondi que ela tinha perdido, por isso não iria me dar de volta.
A negona levantou da cadeira e começou a espernear. Dessa vez fui eu quem olhou profundamente e pensei: "Não é que ela conseguiu ficar ainda mais feia!"
Saí do banco. Novamente chorando.
7ª tentativa: Tinha um Barclays perto dali. Insisto nos mesmo bancos porque são os que tem as melhores taxas e as melhores vantagens. E, as regras que valem para uma agência nem sempre valem para outra.
A mocinha do atendimento me disse que só precisaria do passaporte para abrir a conta. Achei estranho e novamente expliquei minha situação, que estava em Londres havia apenas um mês, mas que eu iria ficar pelo menos dois anos. Impacientemente, ela ouviu toda a minha explicação e repediu a mesma frase, sem tirar nem pôr sequer uma palavra: "Você só precisa do seu passaporte!"
Fiquei uma hora e vinte minutos esperando na fila para o gerente me dizer que conta internacional de estudante só poderia ser aberta em outra agência, na London Bridge.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Fulham x Tottenham X Carnaval em Nothing Hill
A gente combinou de se encontrar às 11 horas na estação de metrô King´s Cross. Ainda me pergunto se o nome dessas estações de metrô tem algum significado especial..pq eu juro, para mim não significa nada...Bank? para mim é banco! e West Ham? Presunto do Oeste?!o pior de todos...White City...Cidade dos Brancos..mas não..não tem nada a ver...é tipo, estação Vergueiro, Jabaquara ou Vila Mariana...claro que quando cheguei em Kings´s Cross (só para não perder o costume, Cruz do Rei), me perdi. Mas depois de 20 minutinhos me achei ao ver de longe aquele inglezinho, todo sorridente e de olhos verdes.
Sabe o que me impressiona? A polícia não anda armada!!!! Só tem uns bastõezinhos de ferro...bem fininho que obviamente deve doer na alma quando são colocados em prática. Mas, nem no Carnaval de Nothing Hill nem no jogo de futebol a polícia estava armada. E o que eu mais gosto é do uniforme..tão arrumado...de chapéu oval, colete de flanela com cola canoa, calça cigarrete....parece até que estão indo para uma festa. Nessa hora minha mente viaja até o Jardim Ângela. Extremo da zona sul de São Paulo. Um dos bairros mais perigosos de uma das cidades mais perigosas de um dos paises mais perigos. Que ainda assim consigo chamar de "casa".
Imaginei aqueles guardinhas ingleses, todos pombosos, sobre seus cavalos brancos, com seus chapéus ovais, suas ombreiras de franjinha igual da paquita e seus bastõezinhos de ferro combatendo a criminalidade no Jardim Ângela. Minha mente vai além. Imagino, ainda, a Rota, conhecido grupo tático da polícia paulistana por seu 'jeito' todo peculiar de lidar com a população, aqui em Londres, durante o Carnaval de Nothing Hill. Um evento de dois dias com duas milhões de pessoas de toda a Grã-Bretanha. Que tal banco de apostas para o balanço após o carnaval londrino com a PM no comando?
a - 15 mortos, 200 feridos e 500 ainda estão desaparecidos
b- todo mundo foi roubado: carteira, celular ou bolsa.
c- "Estatística é coisa para imprensa. Nosso negócio é manter a segurança da população", disse capital Ubiratan, líder da operação Nothing Hill Sufocada, após o 5º corpo ser reconhecido.
d- Não teve Carnaval. A PM achou que lugar de música de preto - rap, dub, reggae e grimmie - é na periferia. Nada de vir para o Centro.
Como tradição inglesa, as pessoas devem ir para o pub antes do jogo começar. Isso significa tomar o primeiro pint às 10 da manhã. E o mais legal: no mesmo pub onde estão os torcedores do Fulham também estão os torcedores do Tottenham!!!! Minha mente mais uma vez me leva para São Paulo. Num domingo esnsolarado, meio da tarde, Estádio do Morumbi. Jogo: São Paulo e Corinthians. Igualzinho....todo mundo tomando uma skol, juntos, numa barraca de pastel e a única discussão do pessoal é que o óleo do pastel é da semana passada!!!!
Durante o jogo, todo mundo sentatinho na sua cadeirinha...não tem instrumento musical, bateria da Vai-Vai, fogos de artício ou palavrões. A única hora que o pessoal levanta é quando tem gol. E olha que o Fulham, mandante do jogo, estava perdendo de 3x1 e ninguém xingou!!! Diversão tão sadia que chega até a enjoar. Placar final, 3x3.
***
Tenho que fazer uma confissão. Está muito difícil escrever. Uma vez uma amiga me disse que escrevo muito melhor quando estou triste. Fico mais sensível e percebo os buracos da miséria humana. Mas e agora??? devo ficar triste para escrever bem ou viver numa feliz mediocridade? Estou compreensiva. Isso me incomoda um pouco. Me incomoda quando minha alma fica quieta. Satisfeita. Aceita tudo.
Mas me incomoda mais ainda quando amigos, que são antigos amigos, se figem de amigos e te cobra coisas de amigos sendo que pouco agem como amigos. Me incomoda ser cobrada por "ois" e "tchaus" quando no último "tchau", do último dia, dos próximos dois anos ouvi as melhor desculpas para justificar as piores cagadas.
Ainda me incomoda quando você fez tudo por uma amizade, ouviu suas loucuras e ao fim de cada "fiquei muito louca" ou "nem lembro do que fiz", engolir a sensação de irresponsabilidade que está travada no estômago e com aquele sorriso quase manual que chega a mostrar a gengiva respondia: "claro que não. Tem mais é que curtir a vida". Não fui falsa. Só quis preservar te preservar e te aceitar porque a nossa amizade vinha acima de tudo. Por isso, todos os julgamentos, estão dentro da sua cabeça, eu não fiz nada.
Até porque, são outros sorrisos em estações de metrô de nome engraçado que me dão mais motivo para me preocupar.
Sabe o que me impressiona? A polícia não anda armada!!!! Só tem uns bastõezinhos de ferro...bem fininho que obviamente deve doer na alma quando são colocados em prática. Mas, nem no Carnaval de Nothing Hill nem no jogo de futebol a polícia estava armada. E o que eu mais gosto é do uniforme..tão arrumado...de chapéu oval, colete de flanela com cola canoa, calça cigarrete....parece até que estão indo para uma festa. Nessa hora minha mente viaja até o Jardim Ângela. Extremo da zona sul de São Paulo. Um dos bairros mais perigosos de uma das cidades mais perigosas de um dos paises mais perigos. Que ainda assim consigo chamar de "casa".
Imaginei aqueles guardinhas ingleses, todos pombosos, sobre seus cavalos brancos, com seus chapéus ovais, suas ombreiras de franjinha igual da paquita e seus bastõezinhos de ferro combatendo a criminalidade no Jardim Ângela. Minha mente vai além. Imagino, ainda, a Rota, conhecido grupo tático da polícia paulistana por seu 'jeito' todo peculiar de lidar com a população, aqui em Londres, durante o Carnaval de Nothing Hill. Um evento de dois dias com duas milhões de pessoas de toda a Grã-Bretanha. Que tal banco de apostas para o balanço após o carnaval londrino com a PM no comando?
a - 15 mortos, 200 feridos e 500 ainda estão desaparecidos
b- todo mundo foi roubado: carteira, celular ou bolsa.
c- "Estatística é coisa para imprensa. Nosso negócio é manter a segurança da população", disse capital Ubiratan, líder da operação Nothing Hill Sufocada, após o 5º corpo ser reconhecido.
d- Não teve Carnaval. A PM achou que lugar de música de preto - rap, dub, reggae e grimmie - é na periferia. Nada de vir para o Centro.
Como tradição inglesa, as pessoas devem ir para o pub antes do jogo começar. Isso significa tomar o primeiro pint às 10 da manhã. E o mais legal: no mesmo pub onde estão os torcedores do Fulham também estão os torcedores do Tottenham!!!! Minha mente mais uma vez me leva para São Paulo. Num domingo esnsolarado, meio da tarde, Estádio do Morumbi. Jogo: São Paulo e Corinthians. Igualzinho....todo mundo tomando uma skol, juntos, numa barraca de pastel e a única discussão do pessoal é que o óleo do pastel é da semana passada!!!!
Durante o jogo, todo mundo sentatinho na sua cadeirinha...não tem instrumento musical, bateria da Vai-Vai, fogos de artício ou palavrões. A única hora que o pessoal levanta é quando tem gol. E olha que o Fulham, mandante do jogo, estava perdendo de 3x1 e ninguém xingou!!! Diversão tão sadia que chega até a enjoar. Placar final, 3x3.
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Tenho que fazer uma confissão. Está muito difícil escrever. Uma vez uma amiga me disse que escrevo muito melhor quando estou triste. Fico mais sensível e percebo os buracos da miséria humana. Mas e agora??? devo ficar triste para escrever bem ou viver numa feliz mediocridade? Estou compreensiva. Isso me incomoda um pouco. Me incomoda quando minha alma fica quieta. Satisfeita. Aceita tudo.
Mas me incomoda mais ainda quando amigos, que são antigos amigos, se figem de amigos e te cobra coisas de amigos sendo que pouco agem como amigos. Me incomoda ser cobrada por "ois" e "tchaus" quando no último "tchau", do último dia, dos próximos dois anos ouvi as melhor desculpas para justificar as piores cagadas.
Ainda me incomoda quando você fez tudo por uma amizade, ouviu suas loucuras e ao fim de cada "fiquei muito louca" ou "nem lembro do que fiz", engolir a sensação de irresponsabilidade que está travada no estômago e com aquele sorriso quase manual que chega a mostrar a gengiva respondia: "claro que não. Tem mais é que curtir a vida". Não fui falsa. Só quis preservar te preservar e te aceitar porque a nossa amizade vinha acima de tudo. Por isso, todos os julgamentos, estão dentro da sua cabeça, eu não fiz nada.
Até porque, são outros sorrisos em estações de metrô de nome engraçado que me dão mais motivo para me preocupar.
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